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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Veja mapa com as reduções de tarifas nas capitais brasileiras

Os protestos que assolam o Brasil desde a semana passada pressionaram prefeitos e governadores para a redução das tarifas de transporte público.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos e o prefeito Geraldo Julio anunciaram, na manhã desta terça-feira, queda de R$ 0,10 nos preços das passagens de ônibus no Recife. Apesar disso, mais de 50 mil foram às ruas pedir um país melhor.

A decisão foi possível, de acordo com os políticos, devido à isenção de Pis/Cofins, anunciada pelo Governo Federal.


Clique na imagem para ampliar.

Fonte: Diário de PE

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Comprar produtos piratas é crime





Você roubaria um celular? Tomaria para você a bolsa de alguém? Roubaria um livro da biblioteca ou um DVD de uma loja? O Código Penal Brasileiro (CPB) existe para punir pessoas que pratiquem esses atos. Então, porque adquirir produtos cuja origem é ilegal, se esse consumo também é considerado crime? A receptação, artigo 180 do CPB está cada vez mais presente, não só no Brasil. Somente de abril a julho deste ano, mais de 150 mil produtos falsificados ou pirateados foram apreendidos pela Delegacia de Crimes Contra a Propriedade Imaterial. Esse material só estava pronto para ser comercializado porque existem compra­dores. Muitos compradores.

É comum observar pessoas consumindo e incentivando o comércio de produtos de origem ilícita. Especialmente no Centro do Recife, tanto estabelecimentos quanto ambulantes colocam à disposição dos clientes materiais que foram fabricados ou copiados de forma ilícita, sem autorização ou regulamentação. Como o produto está à disposição bem mais barato do que em qualquer outro lugar, o consumidor fica tentado a consumi-lo. O titular da Delegacia Antipirataria, Germano Cunha, explicou que a população precisa prestar atenção para a organização criminosa que se utiliza do lucro fácil da receptação para promover a lavagem de dinheiro, além do tráfico de armas, drogas e até mesmo de seres humanos.

Germano Cunha acredita que faltam políticas educacionais para ensinar que o consumo de mercadorias de origem ilícita financia e incentiva as organizações criminosas. “A questão da pirataria é um problema mun­dial. No Brasil, isso não seria diferente. O que a gente precisa é conscientizar a população de que o consumo de produtos piratas só financia a organização criminosa que existe por trás daquele camelô que vende falsificados”.

Conforme consta o Código Penal Brasileiro, o crime de receptação tem como pena reclusão, de um a quatro anos, além de multa. Mas o grande foco das operações policiais não está bem ligado ao comprador, e sim aos grandes fornecedores desses produtos. “A gente faz a prisão em flagrante quando nos deparamos com laboratórios, fábricas. Quando pegamos os comerciantes, eles são detidos”.

Ainda segundo Germano Cunha, os vendedores são interrogados e posteriormente liberados, para só responderem ao crime com a conclusão do inquérito policial, cujo documento já constará o laudo do Instituto de Criminalística (IC), oficializando a origem ilegal dos produtos apreendidos. “As pessoas só podem responder ao crime quando existir a prova da materialidade da infração”, explicou. No entanto, quando os policiais chegam a algum depósito, as provas já estão disponíveis, prontas para serem encaminhadas à Justiça.


Fonte: Folha de PE

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Recife: projetado para ser porto, hoje é polo de desenvolvimento




Marco Zero (Foto: Igo Bione)

“Recife, teus lindos jardins recebem a brisa que vem do alto mar”. Os versos da canção Recife Lendária, do compositor Capiba, exaltam a vocação da cidade desde o seu surgimento oficial em 1537. Isso porque, desde o seu primeiro registro, o Recife nasce como cidade marítima e, por isso, com vocação para ser polo de desenvolvimento econômico. E o que seria apenas um porto para a capital Olinda tornou-se cidade irmã.


Mercado de São José (Foto: Diego Nigro)


Segundo o pesquisador e arquiteto José Luiz da Mota Menezes, Olinda e Recife se completam. “Elas nasceram juntas. Não há razões para existirem separadas. Uma só existe por causa da outra”, afirma. Ele explica que, apesar da data oficial, o Recife deve ter surgido bem antes.


Ponte Duarte Coelho (Foto: Diego Nigro)

“Os primeiros registros de um lugar propício a um porto foram de Pero Lopes, no ano de 1530. Em 1535, Olinda foi fundada. Mas não acredito que tenha demorado muito para o nascimento do Recife. Afinal, Olinda precisaria de um porto e o mais perto seria lá”, conta o historiador. Mota Menezes ainda explica que a menção que dá origem ao Recife está no Foral de Olinda, onde há referência ao Porto Novo.


Rio Capibaribe (Foto: Mauro Rodrigues)


Polêmicas à parte, o que ninguém pode negar é que as cidades escreveram juntas suas histórias. Não existe a mínima possibilidade de citar uma, nos grandes episódios históricos, sem mencionar a outra. Entre eles, estão a Guerra dos Mascates e a Invasão holandesa. Esta última, por sinal, deixou como legado o plano urbano do Recife, principalmente o sistema de habitação criado por Maurício de Nassau.

Vista do Bairro de Sao Jose (Foto: Arthur Mota)


No alto dos seus 475 anos, Recife hoje abriga o velho e o novo em perfeita harmonia. Casarios e sobrados convivem com a modernidade dos grandes edifícios. Fora isso, a cidade ganhou fama internacional pelo seu desenho urbano. “O Recife é uma ilha barroca cercada pelo rio”, conta José Luiz da Mota Menezes.


Teatro de Santa Isabel (Foto: Marcelo Lacerda)


Com tanta peculiaridade, o aniversário do Recife não poderia ser diferente. Por isso, nesta segunda-feira (12), haverá uma programação especial com show chamado “Recife Em Canto: Um canto de amor ao Recife”, que contará com a participação de quase 40 artistas, locais e nacionais, no Marco Zero.
Fonte: Folha de PE

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Olinda: nascida e crescida em volta da Sé, hoje é Patrimônio da Humanidade

 O
(Farol de Olinda foi reconstruído em 1941 após ser destruído pelo avanço do mar em 1940)

Uma cidade marcada por altos e baixos não só na sua geografia, mas também na sua história. Assim é Olinda, cidade irmã do Recife, povoada em 1535 e palco do pontapé inicial do desenvolvimento de Pernambuco. Desenvolvimento que resultou ainda nas ruínas da própria cidade, em 1631, quando os holandeses vieram com olhos famintos na cana-de-açúcar e incendiaram parte da história da antiga Marim dos Caetés.  Foram anos de esquecimento e abandono durante o período holandês, mas Olinda foi reconstruída, com dificuldade, através dos esforços de religiosos, senhores de engenho e do povo, tornando-se mais tarde Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade.


(O Observatório Meteorológico de Olinda foi construído no século XIX, no Alto da Sé. Neste local, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu o primeiro cometa, registrado, do Brasil e da América Latina)



A cidade nasceu e cresceu em volta do Alto da Sé, local escolhido por Duarte Coelho para dar início à povoação na vila, por ser um ponto estratégico que dava boa visibilidade para o oceano. Olinda tornou-se centro exportador de açúcar para a Europa e, antes de 1630, já contava com mais de dois mil habitantes. Depois de quase um século gerando lucros para a coroa portuguesa, a cidade foi invadida pelos holandeses e incendiada. O frei Bonifácio Mueller narra o fato no livro Olinda e suas Igrejas. “Apenas uma casa sobrou na ladeira da Misericórdia e a Igreja São João dos Militares, distante da vila. A ação incendiária se estendeu depois à zona canavieira”.



(Sede do Homem da Meia-Noite - Olinda também é aclamada e reconhecida por seu Carnaval, uma das maiores festas populares do país. O boneco gigante do homem da meia-noite abre o Carnaval no Sábado de Zé Pereira, a zero hora)


A invasão dos holandeses gerou consequências decisivas para o futuro da cidade, não só pelo incêndio que a levou às ruínas, mas pela instalação do Governo holandês no Recife. Moradores da vila afetada quase que totalmente pelo fogo, mudam o endereço para a nova sede, agora também centro do comércio. Uma nova paisagem de Olinda surge, em 1631. Nova, mas abandonada. A reconstrução só acontece efetivamente com a expulsão dos holandeses, em 1654, e a volta da sede do Governo para cidade, em 1657, o que acirrou a relação dos moradores das duas vilas, desembocando na Guerra dos Mascates, em 1710.


(Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) - Funcionando em prédio tombado – um dos primeiros da Vila de Olinda -, o MASPE foi inaugurado em abril de 1977 e possui um acervo fixo inicialmente construído por peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife. A placa da UNESCO que declara Olinda como Patrimônio Histórico da Humanidade está na fachada do museu)

Apesar das rivalidades entre Recife e Olinda, as cidades estavam do mesmo lado nas revoluções de 1817 e 1824. Ainda na opinião do arquiteto e historiador José Luiz da Mota Menezes, a relação entre as duas surgiu muito antes das desavenças, ainda em 1535. “O conhecimento do porto (do Recife) já existia. Duarte Coelho jamais se instalaria em Olinda sem o Porto do Recife”. Para o historiador, as duas cidades surgiram na mesma época. “O meu ponto de vista é que essa data é uma só, as duas cidades nasceram na mesma data”. E é dessa maneira, dispensando as desavenças longínquas daquela época e relembrando a história, que, nesta segunda-feira (12), Recife e Olinda, juntas, fazem aniversário. Para a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, são 477 anos de lutas comemorados.

Fonte: Folha de PE


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terça-feira, 1 de novembro de 2011

10 mandamentos para Novembro 2011

1) Não arrumar problemas.





2) Encarar desafios.




3) Concentrar-se no trabalho.







4) Fazer exercícios





5) Ajudar o próximo.


6) Cuidar dos amigos.





7) Estar preparado para dias difíceis.



8) Descansar mais.



9) Acreditar que nada é impossível.



e...


10) Sorrir sempre.


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A marcha contra a corrupção


Há menos de um mês, fizemos algumas observações sobre uma possível articulação nacional que estaria em curso, visando a realização de atos de protesto públicos contra os constantes desvios de conduta, envolvendo figuras notórias dos meios políticos, além de outras cujas atividades eram diferentes, mas tendo como objetivo o desvio de recursos originários do erário.

Despretensiosamente, chamávamos atenção para o crescente clima de indignação generalizada, provocado pela metástese do organismo nacional, em consequência de sucessivos e frequentes fatos ilícitos protagonizados não somente por políticos como por outras pessoas que exerciam outras atividades, todos convergindo, porém, para a malversação de verbas públicas, conspurcando o interesse público para o enriquecimento pessoal em detrimento da “res publica”.

Quarta-feira, materializaram-se inúmeras manifestações de repúdio à desonestidade com o dinheiro público em grande parte do território nacional, com a participação, cremos, ainda, de parcelas majoritárias da classe média, integradas por inúmeros jovens, que se juntaram ao inconformismo dos mais velhos, exigindo um freio à corrupção desvairada que grassa em toda a nação. Frise-se a ausência de conteúdo político-partidário em todas as cidades onde o protesto se expressou com veemência, con­fe­rindo-lhe, por isso, mais força e isenção.

É oportuno registrar que os ilícitos penais daquela natureza no Brasil não são um fenômeno contemporâneo, pois remonta às nossas raízes históricas. O conhecido historiador Eduardo Bueno assinala que autoridades portuguesas que desembarcaram em 1549 no Brasil para instalar os primeiros governos-gerais (Tomé de Sousa e Duarte da Costa) permitiram toda a sorte de desmandos e abusos no trato da coisa pública.

Apropriação de salários de trabalhadores menos qualificados; fraudes na ração alimentar de funcionários públicos; pesos de mercadorias adulterados por autoridades; e, pasme-se, superfaturamento no material destinado às obras da construção da cidade de Salvador, para nos restringirmos apenas a esses exemplos, este último bastante atual.

Essas origens explicam em parte o que ocorre, mas não justifica, por hipótese nenhuma, omissão quanto ao que vem acontecendo no Brasil de hoje. A tendência é crescer a censura e o combate à corrupção, espalhando-se pelo País as justas manifestações de indignação da população, que exige um mínimo de pudor e decência dos que lidam com dinheiro público, dando-lhe a correta destinação.

Fonte: Folha de PE

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Inmetro lança cartilha de segurança no Dia da Criança


O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) vai lançar, pela internet, uma cartilha no Dia da Criança (12) para orientar pais e responsáveis sobre cuidados domésticos e evitar acidentes infantis. As informações da cartilha foram fornecidas pela organização não governamental (ONG) Casa Segura, parceira do projeto.

O chefe da Divisão de Orientação e Incentivo à Qualidade do Inmetro, Luiz Carlos Monteiro, explicou que o instituto decidiu criar a cartilha devido ao grande número de relatos de acidentes enviados à instituição, causados principalmente pelo uso indevido dos produtos infantis.

“Começamos a observar os relatos, percebemos que os acidentes não eram decorrentes de problemas com o produto, mas da compra inadequada e, em alguns casos, do uso inadequado. Por exemplo, comprar um brinquedo destinado a criança maior de 3 anos para uma menor de 3 anos”.

Além das informações de segurança infantil, a cartilha inclui dados sobre produtos certificados, voltados para crianças. A partir do dia 12, qualquer um poderá acessar e baixar o conteúdo pelo site do Inmetro (www.inmetro.gov.br). O instituto também pretende produzir exemplares da cartilha para distribuir em escolas e outras instituições, além de incentivar ONGs e entidades sem fins lucrativos a serem disseminadoras do projeto.

“São situações tão corriqueiras que não prestamos atenção em como colocar uma panela quente sobre um pano de prato em um mesa. E a criança puxa o pano. Ou uma piscina sem cerca ou grade”, explicou Monteiro.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como sempre, o Governo dando uma de mestre!


Hoje a educação superior tem sido ministrada sem o mínimo investimento na didática do professor que, na maioria, são mestres ou doutores, e por isso se acham bastante preparados para a função. Essa prepotência, que inibe uma atitude na área pedagógica das faculdades, deve-se à insistência dos órgãos de educação do governo em supervalorizar a qualificação teórica dos professores universitários sem exigir dos mesmos uma preparação na área de maior importância: a transmissão do conhecimento.

Sendo assim, grande parte dos professores dá aulas pobres com pouca didática e um nível de compreensão pouco acessível ao alunado, ratificando a falta de domínio na arte de ensinar desses mestres e o alto custo dessas aulas. Some-se a esse quadro o tempo que separa o doutor de sua graduação, levando-se em conta, inclusive, todas as mudanças ocorridas no período.

Esses fatos emergem no momento da aplicação das “provas”, quando não se cobre a matéria dada e as perguntas não questionam o usual, mas vão a detalhes que não são formativos. O costume dos quesitos dos exames no mestrado ou doutorado, que normalmente são extraídos de um ponto sorteado, faz com que esses professores ajam na graduação de forma igual. Um fato que se deve lembrar é que, na graduação, não são feitos exames de pós, mas sim, avaliações que devem levar os alunos a construírem o conhecimento, baseado nas informações e nos diálogos acontecidos durante as aulas.

A solução para essas falhas é agregar aos mestres e doutores conhecimentos didáticos que devem ser passados por pedagogos que dominam os conhecimentos de como melhor fazer fluir a interação entre os alunos e os professores. O ensino de hoje pelo caudal de informações necessárias ao formando deve demandar principalmente a construção do saber, pois só assim o futuro profissional será capaz de acompanhar as rápidas mudanças que acontecem no dia a dia.

Outro fato que deve ser lembrado é que a grande maioria das escolas superiores tem adotado, para complementação da carga horária, disciplinas a distância. Nesses casos, 1,5 horas de instrução via teleaula terão de ser completadas com 7 horas de dedicação, via satélite ou virtual, na execução de exercícios. Dessa forma essas aulas tornam-se meras reproduções para todo o território nacional, pouco se cuidando das especificidades de cada região, inclusive, o vocabulário. Isso produz uma grande economia para as escolas e pouco aproveitamento para o aluno, que continua pagando o preço do ensino presencial com horas de aulas ministradas a distância. São os “grandes avanços” da educação superior nos dias de hoje.

Todo esse caos que se começa a sentir junto aos profissionais mais jovens nas principais áreas do conhecimento é consequência dessas mudanças sem fundamentação estabelecidas pelos comandantes da educação no Brasil. Assim, os educadores são tragados por empresários que podem bancar a cara educação e, dessa forma, diversificar seus negócios. O Governo que via a educação como uma instituição diferenciada, inclusive exigia que as mantenedoras das escolas não tivessem fins econômicos, hoje, incentiva a mudança de seus estatutos para que tenham fins lucrativos e paguem mais impostos ainda ao Estado.

Infelizmente esse será o legado para os nossos descendentes, grandes grupos econômicos utilizando a tecnologia comum, barateando seus custos e sucateando o saber!


Wilson Barreto

Fonte: Folha de PE

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Shoppings constrangem consumidor


O não-cumprimento da Lei 17.657/2010, que proíbe a cobrança de taxas de estacionamento em diversos estabelecimentos no Recife, está causando constrangimento aos consumidores. Desde a última segunda-feira, quando o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) determinou o cumprimento da legislação, alguns consumidores já estão tentando exercer seus direitos. Para quem está se recusando a pagar a taxa, os atendentes dos guichês dos estacionamentos dos shoppings estão encaminhando tais clientes à sala de atendimento ao consumidor. A reportagem escutou relatos que, em alguns casos, estão exigindo até o preenchimento de formulários, com nome e telefone do consumidor e, também, deixando a pessoa esperar por mais de 40 minutos.

Segundo a presidente da Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adeccon), Rosana Grinberg, tal atitude é inconstitucional. “É um absurdo que uma empresa promova qualquer tipo de constrangimento ao cliente. Não é onerando o cliente que o empreendimento deve resolver. Ações judiciais estão aí para isso e, enquanto não houver retorno da Justiça sobre permitir a cobrança, a lei deve ser cumprida e não questionada. Se ela hoje diz que o estacionamento é gratuito, então é gratuito”, garantiu.

A lei que proíbe a cobrança está em vigor desde dezembro de 2010. Por não estarem cumprindo, os shoppings respondem que têm o prazo de 15 dias para se “adaptarem” ao que exige a lei. O supervisor operacional do Executive Trade Center (ETC), edifício empresarial que inclui lojas em sua área de atividade, Telmo Rogério, informou que as cobranças continuam normalmente. “Como ainda estamos no prazo, estamos verificando a melhor forma de atender à legislação”, colocou. O promotor de Justiça Ricardo Coelho informa que não há prazo nenhum para adaptação e reitera que o período citado na comunicação enviada pelo MPPE é para que os malls retornem ao órgão um documento oficial destacando estarem de acordo com a legislação.

Outra “solução” encontrada pelos estabelecimentos é questionar a redação da lei, no qual diz que não será permitida a cobrança para o estacionamento de veículos, “nas vagas em cumprimento de quantitativo exigido para a concessão do habite-se do imóvel e para a concessão da licença de localização e funcionamenteo da atividade”. O promotor explica que não há margem de dúvida e que todas as vagas devem ser gratuitas. “Quando a empresa solicita licença para poder funcionar, ela inclui o quantitativo de vagas que vai oferecer. Para o empreendimento em atividade, a lei contempla todas as vagas.
Para as novas demandas de licença, a prefeitura coloca exigência de gratuidade em 100% delas, como é o caso de shoppings que estão em ampliação da capacidade de estacionamento”, esclarece.

Hoje, o delegado do consumidor Roberto Wanderley fará vistorias nos shoppings para verificar como anda o cumprimento da lei. O Paço Alfândega foi o primeiro a respeitar a legislação ontem. A arquiteta Dé­­­bora Lourenço, que trabalha no entorno do mall, descobriu no guichê que a isenção estava acontecendo. “Sempre estaciono aqui e liberaram meu tíquete sem cobrança”.

Fonte : Folha de PE

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sábado, 26 de março de 2011

Recife adere à Hora do Planeta


Com o objetivo de sensibilizar a população sobre o aquecimento global e o uso racional dos recursos naturais, o Recife vai aderir ao movimento "Hora do Planeta", apagando as luzes da Ponte Duarte Coleho e do prédio-sede da prefeitura, no centro da cidade. A ação acontece neste sábado (26), das 20h30 às 21h30.

Para o secretário de Meio Ambiente, Roberto Arrais, este é um momento de reflexão sobre o modelo de consumo da sociedade, "que deve ser mais voltado para produtos naturais e para a diminuição do desperdício". O secretário convoca os funcionários públicos municipais e a população do Recife como um todo a participarem do movimento, apagando luzes ou equipamentos, durante o horário estabelecido.

MOVIMENTO – A Hora do Planeta é um ato simbólico, lançado mundialmente em 2007 pela organização WWF, no qual governos, empresas e população demonstram suas preocupações com o aquecimento global, apagando as luzes durante 60 minutos. A adesão ao movimento vem aumentando ano a ano. Inicialmente 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália, participaram. Em 2008, 50 milhões de pessoas, de 400 cidades, em 35 países, aderiram.

Segundo a PCR, a primeira edição brasileira da Hora do Planeta, em 2009, superou todas as expectativas de adesão e visibilidade previstas. No Brasil, 113 cidades (entre essas 13 capitais), 1.167 empresas, 527 organizações, 58 empresas de comunicação e milhares de pessoas registraram participação no site oficial do movimento.

Monumentos históricos como o Teatro Amazonas, em Manaus, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, e a Catedral de Brasília, permaneceram no escuro por uma hora. Em 2010, a Hora do Planeta reuniu mais de um bilhão de pessoas em 4.200 cidades de 125 países, de acordo com informações divulgadas pela assessoria de comunicação da WWF-Brasil.

Fonte: NE10

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Brasileiro reclama de quê, afinal?


Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que
recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. -Mente para familiares, marido, esposa, namorado (a), amigos para conseguir alguma coisa ou se beneficiar de alguma situação.

31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Capacitação para turismo no estado


O ministro do Turismo, Luiz Barretto, lança hoje no Recife o programa Olá, Turista!, que oferecerá cursos on-line gratuitos de inglês e espanhol para 80 mil profissionais do setor em 2010. Além do Recife, o projeto ocorrerá no Rio de Janeiro, em Salvador, Manaus, Fortaleza e São Paulo; todas cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014. Serão R$ 14 milhões para treinar trabalhadores das áreas de transporte, hotelaria, bares e restaurantes, entre outros setores da cadeia do turismo.

"É um curso padrão de 80 horas on-line gratuito. As inscrições vão ser feitas pelas entidades representativas do setor, como ABIH, Abrasel, Brastoa, Abav. O programa continua em 2011, numa segunda jornada", explicou o ministro Luiz Barretto, em entrevista exclusiva por telefone ao Diario. De acordo com Barretto, não há limite de vagas por cidade. "O número de vagas por capital vai depender da mobilização e da agilidade das instituições na hora de cadastrar os trabalhadores", disse.

As entidades têm até o fim de dezembro para se credenciarem junto ao Ministério do Turismo para inscreverem para o Olá, Turista!. O prazo para cadastrar os trabalhadores é de janeiro a março - quando as aulas terão início. O programa será feito através de um convênio com a Fundação Roberto Marinho, que segundo o ministro, contratou a mesma empresa responsável pelo treinamento dos trabalhadores chineses para as Olimpíadas de 2008.

As aulas poderão ser assistidas nos horários mais adequados aos trabalhadores, já que serão ministradas pela internet. Para quem não tiver acesso ao computador em casa e no trabalho, serão disponibilizados telecentros, onde o aluno poderá fazer o curso. As demais cidades-sedes da Copa de 2014 também serão incluídas no programa, através de outro convênio que deve ser firmado pelo Ministério. A meta é capacitar 310 mil trabalhadores até o ano da Copa.

"A gente recebe muito bem, é hospitaleiro, mas precisa dar ferramentas para quem trabalha no setor. O inglês e o espanhol são uma dessas ferramentas. Temos uma meta de investir R$ 440 milhões para treinar os profissionais em outras áreas", apontou o ministro, destacando segurança alimentar, gestão empresarial para pequenas e médias empresas e capacitação para trabalhadores informais (ambulantes e barraqueiros).

"O importante é não pensar só na Copa. É uma grande oportunidade de melhorar o receptivo. Um trabalhador que fizer o curso básico de inglês, vai usar no dia a dia e futuramente fazer o nível mais avançado. O trabalho que prossegue nos próximos anos".

Fonte: Diario de PE

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

A frase do Ano do Dr Dráuzio Varela


'No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem.'

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Valor do Tempo


Para entender o valor de um ano:
Pergunte a um estudante que não passou nos exames finais;

Para entender o valor de um mês:
Pergunte a mãe que teve um filho prematuro;

Para entender o valor de uma semana:
Pergunte ao editor de uma revista semanal;

Para entender o valor de uma hora:
Pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro;

Para entender o valor do minuto:
Pergunte a uma pessoa que perdeu o avião, o trem, ou o ônibus;

Para entender o valor de um segundo:
Pergunte a uma pessoa que sobreviveu a um acidente;

Para entender o valor de um milisegundo:
Pergunte a uma pessoa que ganhou a medalha de prata nas olimpiadas;

O tempo não espera por ninguém.
Valorize cada momento de sua vida.

Autor desconhecido

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Estudo da ONU sobre Educação



Estudo da ONU revela que o acesso à escola é mais difícil para quem é negro, pobre e vive nas periferias da América Latina.

Fonte: Agência Brasil

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Até quando????


Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.

TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS"ELEITORAIS,QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRUPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA "
BRASILIENSE COSA NOSTRA".

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.

JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO,OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.


VALE A PENA TENTAR.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Diário Oficial publica suspensão do pagamento de nomeados no Senado por atos secretos



Brasília - O Ato nº 306/09 do Senado que suspende o pagamento dos salários dos funcionários nomeados por atos secretos está publicado na edição de hoje (5) do Diário Oficial da União. Esses funcionários terão os pagamentos suspensos até que seja avaliada a legitimidade de cada uma das nomeações. A nomeação só será convalidada e o pagamento liberado depois de constatados a prestação do serviço e o interesse da manutenção do servidor pelo gabinete ou setor onde estiver lotado.

O ato, publicado ontem (4) no Diário do Senado, define as normas para analisar as nomeações dos servidores. A medida atinge 79 pessoas, que foram contratadas por meio de 110 atos não publicados. A legitimidade da nomeação para o cargo em comissão deverá ser comprovada por documento da época ou pelo próprio senador ou titular do órgão de lotação ou em exercício.

A operação deverá verificar se a nomeação não afronta nenhum dispositivo legal, especialmente as normas que restringem o nepotismo, e se a autoridade que firmou a nomeação teria competência legal para fazê-la. Outro aspecto a ser investigado pela Diretoria-Geral e pela Secretaria de Recursos Humanos é a regularidade da prestação dos serviços pelo servidor comissionado.

O titular do setor de lotação ou exercício do tal funcionário deverá manifestar a conveniência de sua permanência nos quadros do Senado. Se não houver essa manifestação, o funcionário será automaticamente exonerado. Caso todas essas exigências sejam atendidas, o ato de nomeação do funcionário será convalidado e seu pagamento novamente liberado.

Fonte: Agência Brasil

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sábado, 11 de julho de 2009

Dicas para receber sempre o troco na hora da compra


1. Procure facilitar o troco, levando moedas na hora da compra; ajude o dinheiro a circular;

2. Não guarde as moedas em cofrinhos ou gavetas por muito tempo. Por menor que seja o valor unitário da moedinha, ela fará falta no comércio;

3. Exigir o troco não é vergonha, é um direito. Não tenha vergonha de recusar chicletes ou bombons como troco;

4. A utilização de preços 'quebrados' é uma estratégia de marketing utilizada para atrair o cliente. Isso não significa que o troco seja dispensável. Se um produto está anunciado como R$ 10,99, não pode ser vendido por R$ 11;

5. Se o comerciante não tiver troco e for possível, pague com o cartão de débito. O valor pago será exatamente o que está sendo cobrado;

6. Faça o "Dia da Moedinha", pelo menos uma vez por semana. Você vai colocar o dinheiro para circular, diminuir as reclamações na padaria do seu bairro e ajudar o país a economizar com a produção de novas moedas.


Fonte: Diario de PE

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

A República dos flanelinhas...


Na verdade há muitos anos que o Recife deveria ter adotado o parquímetro...

Assim teria evitado a formação da República dos Flanelinhas e similares que existem por aí, pois cada vez que estaciono meu carro, como todos os que param seus automóveis nas ruas da capital pernambucana, sou obrigada a pagar a quem diz ter guardado minha viatura, como se ele fosse dono do espaço público.

Pago, como toda a população da Veneza Brasileira e todos os demais habitantes brasileiros, os impostos que são instituídos e ainda temos que pagar para estacionar nas vias públicas? Se você vai uma vez a um local e não pretende voltar pode deixar de pagar, mas se vai constantemente não poderá deixar de faze-lo, sob pena de ter seu carro arranhado ou seus pneus furados.

A cidade do Recife está dividida em lotes... Cada lote tem um proprietário, a quem você deve prestar conta, não bastando os impostos que paga. Em Boa Viagem a avenida principal e as ruas adjacentes são divididas em territórios e você paga para ocupar um espaço que, inegavelmente é público. Muitas vezes você estaciona em locais proibidos e leva multa, já que o “dono” da rua está pouco preocupado com você, mas sim com o que você paga pelo espaço que ocupa.

A situação piora e muito quando você vai um espetáculo, seja assistir um concerto ou uma peça, pois estacionar na frente ou nas imediações dos teatros pernambucanos é quase proibitivo, pois os “donos” das ruas cobram através de uma tabela com preços que começam de cinco reais.

Se você for a um restaurante há o famoso grupo dos manobristas cuja cobrança também iniciada por cinco reais pode alcançar cifras maiores. E na verdade seu carro vai ser colocado nas ruas, pois não há estacionamento disponível. O que acontece é que seu carro vai ser colocado nas ruas e não existe nenhuma garantia que ele não será batido ou mesmo roubado.

Tudo isto seria evitado se o poder público, acredito que a municipalidade recifense, adotasse na capital pernambucana, o que acontece nos países desenvolvidos, os parquímetros, que evitariam os flanelinhas, os manobristas, os “donos” das artérias viárias.

Lembro que numa das inúmeras viagens que faço pelo Brasil, vi parquímetros até em Jacareí, cidade do interior do Estado de São Paulo. Lembro ainda que muitas e muitas vezes chego com o carro e não vejo ninguém, ninguém mesmo, tomando conta do espaço público e na saída há dois ou três discutindo como dono do espaço para receber a propina.

Parquímetro significaria abolir o intermediário. Todos passariam a estacionar pagando à municipalidade, tendo, consequentemente, fiscalização e segurança para seu veículo, sem os aborrecimentos e os transtornos que são causados, diariamente, pelos flanelinhas e manobristas.

Lúcia Noya Galvão

Fonte: Folha de PE

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Descaso com as pratinhas


O escritor Fernando Sabino costumava contar que sempre achava dinheiro na rua. Não apenas no Brasil, como também em viagens ao exterior. O que para Sabino era sinal de sorte, mostra um certo descuido com as moedas. Mesmo sendo uma prática menos comum nos demais países, isso acontece devido ao valor individual delas. É o que diz o chefe do meio circulante do Banco Central, João Sidney.

Ele explica que o número de moedas em circulação no Brasil é suficiente para atender à população e o que pode acontecer é uma necessidade sazonal. Um caso recente foi o reajuste da aposta da Mega-Sena, de R$ 1,50 para 1,75. "Logo que aumentou, houve reclamações sobre a falta de moedas de R$ 0,25. Mas o BC está atento e não deixa faltar".

Atualmente, 14,5 bilhões de moedas estão em circulação no país, o equivalente a R$ 2,9 bilhões - uma média de 75 moedas por habitante. O problema é que o BC considera que a metade delas, ou seja, 7 bilhões (R$ 1,5 bilhão), esteja parada (dentro de cofrinhos, gavetas ou perdidas). Para fazer umamoeda de R$ 0,01, o Banco Central gasta R$ 0,09. A moeda de R$ 0,10 custa R$ 0,16. Este ano serão produzidas 2 bilhões de moedas, ao custo de R$ 400 milhões.


"Uma parte será feita devido ao crescimento do país, mas um grande número será para repor as que não estão em circulação. Seria bom que o brasileiro fizesse 'o dia da moedinha', pelo menos uma vez por semana, para colocar em circulação este dinheiro. Se em vez de num cofrinho, elas estivessem numa poupança, o dinheiro renderia e não haveria reclamação sobre falta de moedas", sugere João Sidney.


Fonte: Diario de PE

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