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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Estragando 8 anos em 1 minuto e 45 segundos.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Familia Dinossauro - Trecho do Episódio Final (Dublado em Português - BR)

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Carlos Nascimento o BBB12 e a Luiza "do Canadá"

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

10 mandamentos para Novembro 2011

1) Não arrumar problemas.





2) Encarar desafios.




3) Concentrar-se no trabalho.







4) Fazer exercícios





5) Ajudar o próximo.


6) Cuidar dos amigos.





7) Estar preparado para dias difíceis.



8) Descansar mais.



9) Acreditar que nada é impossível.



e...


10) Sorrir sempre.


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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Campanha LARGA O OSSO Sarney

Grande político, honesto e progressista, elevou o Maranhão
ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do nível do Japão:


Estimulou o desenvolvimento do Maranhão e criou riquezas para todos:


Humilde e simples, até simplório, Sarney homenageou os
grandes maranhenses e reconheceu sua grandeza;




As crianças foram seu principal foco de governo.
Todas mereceram a devida atenção.



O desprendimento deste homem foi uma das marcas de sua vida política.
Jamais almejou o poder pelo poder.
Apenas quis servir ao povo do Maranhão e do Brasil.


Com esse breve resumo, lançamos a
campanha LARGA O OSSO Sarney!!!!!!!.

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sábado, 8 de outubro de 2011

O ESPETÁCULO DA VIDA


Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha receio de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova chance para si mesmo.

Encontre um oásis em seu deserto. Os perdedores vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos. Os vencedores começam tudo de novo.

Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.

Sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a você no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível.

Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.

Augusto Cury

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como sempre, o Governo dando uma de mestre!


Hoje a educação superior tem sido ministrada sem o mínimo investimento na didática do professor que, na maioria, são mestres ou doutores, e por isso se acham bastante preparados para a função. Essa prepotência, que inibe uma atitude na área pedagógica das faculdades, deve-se à insistência dos órgãos de educação do governo em supervalorizar a qualificação teórica dos professores universitários sem exigir dos mesmos uma preparação na área de maior importância: a transmissão do conhecimento.

Sendo assim, grande parte dos professores dá aulas pobres com pouca didática e um nível de compreensão pouco acessível ao alunado, ratificando a falta de domínio na arte de ensinar desses mestres e o alto custo dessas aulas. Some-se a esse quadro o tempo que separa o doutor de sua graduação, levando-se em conta, inclusive, todas as mudanças ocorridas no período.

Esses fatos emergem no momento da aplicação das “provas”, quando não se cobre a matéria dada e as perguntas não questionam o usual, mas vão a detalhes que não são formativos. O costume dos quesitos dos exames no mestrado ou doutorado, que normalmente são extraídos de um ponto sorteado, faz com que esses professores ajam na graduação de forma igual. Um fato que se deve lembrar é que, na graduação, não são feitos exames de pós, mas sim, avaliações que devem levar os alunos a construírem o conhecimento, baseado nas informações e nos diálogos acontecidos durante as aulas.

A solução para essas falhas é agregar aos mestres e doutores conhecimentos didáticos que devem ser passados por pedagogos que dominam os conhecimentos de como melhor fazer fluir a interação entre os alunos e os professores. O ensino de hoje pelo caudal de informações necessárias ao formando deve demandar principalmente a construção do saber, pois só assim o futuro profissional será capaz de acompanhar as rápidas mudanças que acontecem no dia a dia.

Outro fato que deve ser lembrado é que a grande maioria das escolas superiores tem adotado, para complementação da carga horária, disciplinas a distância. Nesses casos, 1,5 horas de instrução via teleaula terão de ser completadas com 7 horas de dedicação, via satélite ou virtual, na execução de exercícios. Dessa forma essas aulas tornam-se meras reproduções para todo o território nacional, pouco se cuidando das especificidades de cada região, inclusive, o vocabulário. Isso produz uma grande economia para as escolas e pouco aproveitamento para o aluno, que continua pagando o preço do ensino presencial com horas de aulas ministradas a distância. São os “grandes avanços” da educação superior nos dias de hoje.

Todo esse caos que se começa a sentir junto aos profissionais mais jovens nas principais áreas do conhecimento é consequência dessas mudanças sem fundamentação estabelecidas pelos comandantes da educação no Brasil. Assim, os educadores são tragados por empresários que podem bancar a cara educação e, dessa forma, diversificar seus negócios. O Governo que via a educação como uma instituição diferenciada, inclusive exigia que as mantenedoras das escolas não tivessem fins econômicos, hoje, incentiva a mudança de seus estatutos para que tenham fins lucrativos e paguem mais impostos ainda ao Estado.

Infelizmente esse será o legado para os nossos descendentes, grandes grupos econômicos utilizando a tecnologia comum, barateando seus custos e sucateando o saber!


Wilson Barreto

Fonte: Folha de PE

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Você estudou? - BEM FEITO!!!!!


É TRIUNFO DAS NULIDADES:


O Brasil vai bem, obrigado, para os parasitas, os que nada produzem e os políticos...


Ronaldinho Gaúcho : R$ 1.400.000,00 por mês. - "Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...

Tiririca : R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias; - "Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...

Moral da História:

Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.

Sugestão:

Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:

- Educação Física:

Futebol

- Música:

Sertaneja

Pagode

Axé

- História:

Grandes Personagens da Corrupção Brasileira

Biografia dos Heróis do Big Brother

Evolução do Pensamento das "Celebridades"

História da Arte: De Carla Perez a Faustão

- Matemática:

Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha

Cálculo Percentual de Comissões e Propinas

- Português e Literatura :

?????????????????????? Para quê ????????????????

- Biologia, Física e Química :

Excluídas por excesso de complexidade

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Brasil humilha quem dá bom exemplo




É lamentável , mas infelizmente é verdade...

São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este! EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.

Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:

Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .

Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.

Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.

Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.

Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu honestamente acho que não.

Por isso recorri à Justiça.

Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.

Estou revoltado.

Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está completamente falido.

Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.

A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.

E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.

Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.

Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.

Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..

Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.

A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.

Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.

E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.

Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.

Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.

Eu precisava fazer minha empresa crescer.

Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.

Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.

A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.

Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.

Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.

Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...

E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.

O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.

Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.

Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.

Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas.

Mas infelizmente não consigo fazer isso.

Eu sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.

Quem vai fazer no seu lugar?

Até agora, tem sido a iniciativa privada.

Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.

As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.

Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.

Não é o meu objetivo.

Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.

Eu sou mesmo teimoso!...

Não tem jeito...

Silvino Geremia.

Recebi por e-mail

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A “Norma” inculta da Língua


Ainda que pareça incrível, é do Ministério da Educação, ou pelo menos com sua chancela, a publicação de um livro que ensina a escrever errado. Até o seu surgimento, o ensino da Língua Portuguesa nos estabelecimentos de ensino, públicos e particulares, e mesmo na educação dentro de casa, era no sentido de ensinar os jovens a ortografia, ou seja, etimologicamente, o escrever certo. Era o trabalho dos professores, inclusive os familiares que alfabetizavam os mais novos, o de ensinar a “norma culta”. Com isto, evitavam-se, mesmo na linguagem coloquial, certos vícios que demonstram o desconhecimento do escrever certo.

Todo este cuidado, com as crianças em idade escolar e pré-escolar e com os adultos em alfabetização tardia, começa a desmoronar com a nova orientação (não confessada, porém realizada) do Ministério da Educação que surge em livro didático que ensina a escrever errado. Que assegura estarem certas as formas de grafar “os livro” ou “nós pega o peixe”, mandando as regras de concordância para o espaço.

A coisa é mais séria do que se pensa, pois a transcrever o exemplo “os livro”, o corretor ortográfico do processador de texto acusou logo que a concordância estava errada e propôs a sua correção. Se fosse no prédio do MEC já se estaria providenciando uma licitação para substituí-lo, agora por um que aceitasse o erro como acerto.

Coitados dos jovens que caírem na armadilha de estudar por um livro desses e partir para as respostas a questões de concursos, como os vestibulares, aqueles realizados para o provimento de cargos públicos ou, ainda, no escrever para uma empresa privada apresentando suas propostas salariais e profissionais para um emprego. O resultado funesto causará surpresa para quem estudou em livro do jaez daquele a que está na mira deste artigo.

Hitler falava, nos anos 1930, em povos criadores de cultura, conservadores de cultura e destruidores de cultura, nesta ultima categoria colocando os inimigos do nazismo, como os judeus e os ciganos. No passo que vai, o povo brasileiro passará a ser incluído na categoria dos destruidores de cultura, mesmo que aqueles outros não o tenham sido.

Não é apenas o exemplo do livro escrito com base na “norma inculta”, porém isto se agrega ao movimento do mesmo grupo, há alguns meses, de querer proibir livro de Monteiro Lobato, que foi lido por inúmeras gerações de brasileiros.

Pois é: ao atender a uma queixa feita pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, o Conselho Nacional de Educação do MEC decidiu, em parecer da professora Nilma Lino Gomes (UFMG), que o livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, lançado no longínquo ano de 1933 do século passado (ou seja, há quase 80 anos) é racista e deve ser banido das escolas.

Tia Nastácia não tem mais o direito de ser uma “negra de alma branca”, pois que este entendimento é politicamente incorreto, e tem substrato racista, e deve ser banido do entendimento dos 190 milhões de brasileiros.

A proposta aprovada pelo Conselho Nacional de Educação do MEC foi repudiada pela Academia Brasileira de Letras, ao sugerir que os “professores e formuladores de política educacional deveriam ler a obra e se familiarizar com ela”. Também a OAB, pelo seu presidente nacional, sugeriu que o Ministério da Educação revisse o parecer que recomendou restrições à distribuição do livro em escolas públicas.

Palhares Moreira Reis

Fonte: Folha de PE

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terça-feira, 29 de março de 2011

O Primeiro Vídeo do Blog de Maria Bethânia

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Aprendendo, de Deodoro a Lula


Aprendemos com o Marechal Deodoro da Fonseca que a nossa bandeira é reconhecidamente bela e simboliza muito bem nossa Pátria. E foi por esta Pátria que inúmeras pessoas dedicaram e sacrificaram suas vidas. No entanto, não necessitamos realizar atos heróicos nem sacrifícios para servirmos bem nosso País. O desenvolvimento de uma nação está nos atos cotidianos de seus cidadãos. É a soma destes atos que constroem uma grande nação. A conscientização desse fato é indispensável para nossa participação neste desenvolvimento.

Agir com honestidade, responsabilidade e pontualidade são atos simples, porém fundamentais para alcançar o objetivo proposto. Educar e orientar nossos filhos sobre suas responsabilidades para com a sociedade são um dos elementos básicos da formação nacional. Ter consciência daquele velho princípio: “O nosso direito termina quando começa o de outra pessoa” é uma das pilastras de sustentação da sociedade. É necessário termos consciência de que o universo não gira em torno de nós. Nós é que giramos no universo e nosso universo mais próximo é a sociedade na qual vivemos. Temos obrigações para com ela e nunca podemos esquecer este fato.

Mas, apesar das nossas falhas, da nossa falta de conscientização política, nosso Brasil cresceu como nunca nesses últimos oito anos. No entanto, na última eleição, cometemos um erro terrível. Elegemos Tiririca (um excelente cômico) para o cargo de deputado federal pelo Estado de São Paulo. É um direito dado pela nossa Constituição que qualquer cidadão seja candidato a um cargo eletivo, mas foi culpa nossa elegê-lo e, sobretudo, com uma votação tão expressiva. Tomando essa atitude, deixamos de ter responsabilidade para com a sociedade.

Erros como esse foram cometidos durante a história da República Federativa do Brasil. Isto pode ser constatado no livro: “A República, de Deodoro a Lula”, no qual faço uma síntese da administração de cada presidente. E, por não termos feito uma opção responsável na eleição, em diversas oportunidades, não contribuímos para o desenvolvimento do Brasil.

Mas são coisas do passado e “Nutrir mágoa de alguém é como tomar veneno e esperar que o outro morra”. Vamos voltar nossas atenções para o futuro.

O Brasil cresceu e temos que ajudar a manter este crescimento. É necessária nossa conscientização política para participarmos do desenvolvimento do Brasil.

Lula fez brilhar em nós uma chama que estava se apagando: o orgulho nacional. Esta chama virou uma tocha ardente que passou a iluminar o nosso Brasil para os olhos do mundo. Nós temos a obrigação de mantê-la acesa com nossos pequenos atos diários de responsabilidade, honestidade e respeito ao próximo.

Aprendemos com LULA que nosso País é reconhecidamente belo e que temos motivos de orgulho por nossa Pátria.

Está na hora de pormos em prática o que aprendemos com estes presidentes.

Itamar Belo dos Santos

Fonte: Folha de PE

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Bispo recusa comenda do Senado: Estes aqui são representates do povo?


Bispo de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson da Cruz recusa comenda no Senado e diz que os homens que aprovam o vexatório aumento para si, enquanto categorias básicas do país vivem em dificuldades não têm a estatura de representantes do povo.

O bispo Dom Manuel da Cruz foi à cerimônia de entrega de sua comenda. Abriu a folha de discurso e na sua dificuldade normal (86 anos) e humildade declara (resumo):

- Parlamento é coisa para ser respeitada. É a representação do povo, da vida democrática.

- Estamos vendo sindicatos e, greve e tendo suas reivindicações salariais negadas. Empregados de transportes, educação, saúde. Todos fundamentais ao povo e tendo suas reivindicações negadas após muita luta.

- Contudo, este congresso aprova para si aumento absurdo, na maior facilidade.

- Podem ser chamados de parlamentares? Representantes do povo?

- Quem vota em político corrupto está votando na morte.

- O aumento dos parlamentares devia seguir o aumento do salario mínimo e da aposentadoria.

- Em virtude destas questões a comenda que lhe é oferecida não está à altura do homem que dá o seu nome (Don Helder Câmara) e, portanto, não posso recebê-la.

Parabéns ao bispo! Fiquei orgulhoso por ver um cristão com estatura e coragem para admoestar um congresso safado destes.

Fonte: Genizah

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quarta-feira, 2 de março de 2011

O Barbeiro


Certo dia um florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte, perguntou ao barbeiro o valor do serviço, e o barbeiro respondeu:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.

Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Ao vê-lo puxar a carteira para pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro, porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.

Essa história ilustra bem a grande diferença entre os cidadãos do nosso país e os políticos que o administram.

"POLÍTICOS E FRALDAS DEVEM SER TROCADOS COM FREQUÊNCIA, E PELO MESMO MOTIVO! " (Eça de Queiroz)

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dívida Externa: Lula X FHC



Paulo Henrique Amorim

. Quando FHC deixou o Governo, em dezembro de 2002, o Brasil tinha uma dívida externa de US$ 165 bilhões.

. Hoje, a dívida externa do Brasil, segundo o Banco Central, é de MENOS US$ 4 bilhões (clique aqui).

. Quando FHC deixou o Governo, em dezembro de 2002, as reservas do Brasil eram de US$ 38 bilhões.

. Hoje, segundo o Banco Central, as reservas são de US$ 180 bilhões.

. Ou seja, hoje o Brasil tem quase cinco vezes mais reservas do que tinha no Governo FHC.

. O que é uma maneira de dizer que o Brasil hoje está cinco vezes melhor.

. O Brasil independente nasceu em 1822, com a obrigação de pagar as dívidas de Portugal com os bancos ingleses.

. De lá pra cá, até hoje, o Brasil foi um país endividado.

. A chamada "crise da dívida" explodiu em 1982, quando Delfim Netto, Ernani Galveas e Carlos Geraldo Langoni tiveram que administrar os efeitos da desastrada falência do México.

. Hoje, o Brasil, se quiser, entra para o Clube dos Credores, o Clube de Paris.

. Assim como, se quiser, pode entrar para a Opep.
( clique aqui para ler "Leitão desvenda a 'crise' da Petrobras")

. O PIG creditará tudo isso às luzes que emanavam do Farol de Alexandria e aos "bons ventos" da economia internacional.

. Como se o Presidente Lula, Henrique Meirelles, Guido Mantega e os brasileiros não tucanos, de uma maneira geral, formassem um conjunto de néscios.

. A notícia de hoje - o Brasil passa a ser credor - merece que o Presidente Lula diga: "nunca na História desse país".

. Eu, no lugar dele, diria como o Ibrahim: "sorry, periferia".

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Calem a boca, nordestinos!


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.

Fonte: Crer e Pensar

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aborto e eleições – II


Não é o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a condenação ao controle da natalidade, ao homossexualismo, somente para citar temas, mas o provável grande adversário do Vaticano seja o ressurgimento da Teologia da Libertação, temporariamente, quem sabe, no index da Igreja Católica e presente, também, em outras confissões religiosas.

O Papa Bento XVI defende em documento publicado em 2007 a volta ao sagrado, sugerindo que o latim seja reintroduzido, assim como o canto gregoriano. A Exortação Apostólica, divulgada naquele ano pelo Sumo Pontífice, sob a denominação de “Sacramentum Caritatis” implica numa exaltação à Eucaristia, observa José de Souza Martins, autoridade em assuntos do Vaticano, embora nem todos os católicos concordem com os termos do documento de autoria de Bento XVI.

O trabalho é um firme convite aos discípulos do Catolicismo, conclamando-os a novo impulso e fervor eucarístico, centrando-se no sacramento da Eucaristia e favorável ao retorno dos ritos do sagrado. Aparentemente, muitos poderiam qualificar o texto de conservador, porém amplos setores identificam um sentimento papal de pós-modernidade, mesmo que critique “os segundos casamentos”, por exemplo.

Se abandonarmos as reflexões do Vaticano, para ingressarmos no campo da ciência, é possível detectar que para inúmeros cientistas o aborto nem sempre deve ser considerado um crime. Afora, os duas situações permitidas por lei (estupro ou risco de morte à gestante), existe um terceira caracterizada pela constatação de gravidez anencefálica (“ausência de cérebro”), que torna o feto incompatível com a vida extra-uterina, sendo necessária autorização do Poder Judiciário para a interrupção do processo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que o Brasil é o quarto país do mundo em partos de anencefálicos, figurando atrás do México, Chile e Paraguai.

Como observamos ontem, divergindo de o debate eleitoral versar durante bom tempo sobre o aborto, por considerá-lo tema de relevância acima de questões transitórias como as eleições, faz-se necessário aprofundar o debate em que a ciência participe e opine, a fim de que, seja qual for a conclusão final, o aborto seja tratado com a seriedade que merece, exatamente porque se situa no plano da preservação da vida humana, dimensão bastante superior à discussão de questiúnculas de ordem político-eleitoral passageiras.

Fonte: Folha de PE

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições e aborto – I


É compreensível e natural que o segundo turno das eleições presidenciais assuma uma conotação radical, como já se verifica. Mas, ao mesmo tempo, um tema utilizado pelo candidato das oposições, José Serra, parece-nos estar deslocado de uma campanha política. Estamos nos referindo à insistência como ele tenta caracterizar sua opositora como possuidora de duas opiniões contraditórias: favorável, no passado recente, e contrária como diz que a candidata, agora.

A questão, a nosso ver, tratada em termos político-eleitorais assume uma face obscurantista, por se tratar de um tema tão controvertido e de grande amplitude, inclusive entre a hierarquia e setores religiosos, além de científicos. Há outros assuntos mais importantes, merecedores de crítica ao governo do presidente Lula, do que a ênfase dedicada ao aborto, por mais diversos que sejam e, por isso mesmo, a ser debatido seus mais diversos ângulos fora do cenário eleitoral, consequentemente mais adequados.

Em novembro de 2008, apesar de a Constituição Federal definir o Brasil como um Estado laico, que alguns teóricos separam do conceito de nação, o presidente Lula assinou um acordo diplomático com a Santa Sé, que não fere o princípio da laicidade presente na nossa Carta Magna. É um documento administrativo sobre situações vigentes em nosso país, sem desconsiderar as demais confissões.

Para Regina Jurkewicz, doutora em ciências da religião e coordenadora da organização não-governamental “Católicas pelo Direito de Decidir”, e que trabalha com um grupo de educação religiosa, cruzando o discurso teológico com as aspectos da sexualidade. Reprodução, aborto e homossexualidade são alguns deles, contrapondo-se a diversas iniciativas do atual governo, a exemplo de campanhas para o controle da natalidade, de doenças sexualmente transmissíveis e da liberdade de escolha da sexualidade, pontos que não são acolhidos pela totalidade do Catolicismo, como reconhece Regina Kurkewicksli.

Vai mais além, e cita Santo Tomás de Aquino (1225/1274), para quem o feto só recebia a alma , quando do sexo masculino aos, aos 40 dias de vida, e aos 80 se fosse menina. Era o chamado processo de “hominização”, que somente viria a ser condenado pelo Vaticano depois de mais mil anos decorridos. Amanhã, abordaremos outros tópicos do assunto, cuja relevância é indiscutível.

Fonte: Folha de PE

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Direito ao Voto


O voto, também chamado de sufrágio censitário, é típico do Estado liberal (século XIX) e exigia que os seus titulares atendessem certas exigências tais como pagamento de imposto direto; proprietário de propriedade fundiária e usufruir de certa renda.

No passado muitos grupos foram excluídos do direito de voto, em vários níveis. Algumas vezes essa exclusão é uma política bastante aberta, claramente descrita nas leis eleitorais; outras vezes não é claramente descrita, mas é implementada na prática por meios que parecem ter pouco a ver com a exclusão que está sendo realmente feita (p.ex., impostos de voto e requerimentos de alfabetização que mantinham afro-americanos longe das urnas antes da era dos direitos civis). E algumas vezes a um grupo era permitido o voto, mas o sistema eleitoral ou instituições do governo eram propositadamente planejadas para lhes dar menos influência que outro grupos favorecidos.

Obrigatoriedade do voto

A prática do voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o legislador ateniense Sólon fez aprovar uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não quisessem perder seus direitos de cidadãos. A medida foi parte de uma reforma política que visava conter a radicalização das disputas entre facções que dividiam a pólis. Além de abolir a escravidão por dívidas e redistribuir a população de acordo com a renda, criou também uma lei que impedia os cidadãos de se absterem nas votações da assembleia, sob risco de perderem seus direitos.

A democracia do mundo moderno tem como premissa a existência de um corpo eleitoral periodicamente renovado e de um eleitorado composto por aqueles que têm direito de votar. Não há representação política sem eleição.

O Brasil é um dos países que sustenta a obrigatoriedade da votação, ou seja, todo cidadão entre 18 a 75 anos deve comparecer às urnas no dia do pleito, onde pode escolher entre os candidatos ou o voto em branco - voto não contabilizado - na urna eletrônica. O eleitor que não comparece ao pleito eleitoral deve justificar sua ausência, sob pena de multa caso não o faça. Quem não votar ou justificar o voto em três eleições seguidas tem seu CPF cancelado.



Fontes: Youtube e Wikipédia

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Analfabetismo, problema de políticos e eleitores


De um candidato a deputado federal suspeito de não saber ler e escrever até os mais de 10 milhões de eleitores brasileiros iletrados, o analfabetismo se transformou em um importante tema de discussão das eleições do próximo domingo.

Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Tiririca, é um dos aspirantes mais polêmicos deste pleito, não só porque as pesquisas preveem que será o candidato a deputado mais votado no estado de São Paulo, com estimados 900 mil votos, mas também por ser, aparentemente, analfabeto.

A lei eleitoral proíbe que analfabetos se candidatem a cargos públicos e, por isso, vários políticos, alarmados com seu apoio popular, reivindicaram à Justiça que averigue se Tiririca, de 45 anos, realmente sabe ler e escrever e, consequentemente, se pode ser candidato ou não.

O próprio Tiririca, cujo lema para convencer o eleitorado é "Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto", comentou em um canal de televisão que não sabia ler e escrever, mas não se sabe se isso é verdade ou apenas uma estratégia para ganhar a simpatia dos eleitores.

Esta não é a primeira vez que se põe em xeque o nível intelectual dos candidatos. Durante as eleições municipais de 2008, vários aspirantes ao cargo de vereador viram sua candidatura revogada após serem submetidos a uma prova básica na qual não puderam comprovar seu nível de alfabetização.

Apesar dos grandes avanços econômicos e sociais do Brasil nos últimos anos, o analfabetismo continua sendo um problema nacional.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado havia no país 14,1 milhões de analfabetos, número que corresponde a 9,7% da população acima de 15 anos de idade.

No entanto, um estudo realizado pela Unesco nos países em desenvolvimento mais populosos do mundo revelou que, durante a última década, houve progressos nesse sentido, já que em 2000 os analfabetos representavam 14% da população adulta.

No Brasil, a maior parte desta população analfabeta se concentra nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices de habitantes que não sabem ler e escrever costumam ser maiores do que a média nacional, alcançando, em algumas ocasiões, 20% do total.

Há também um alto número de analfabetos funcionais, aqueles que sabem escrever o nome e ler um texto básico, mas que não entendem o conteúdo.

A Lei Eleitoral estabelece que toda pessoa com idade entre 18 e 70 anos é obrigada a votar, exceto os analfabetos, que geralmente carecem do Título de Eleitor requerido para a votação.

Para evitar a fraude eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs, este ano, uma nova norma: os eleitores devem levar ao local de votação, além do Título de Eleitor, um documento com foto.

A nova medida causou preocupação e o PT, intrigado com a possibilidade de que muitos de seus eleitores de baixa escolaridade não possam votar por não saberem da nova regra, alegou inconstitucionalidade em um processo apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a oposição acusa o partido do Governo de tentar mudar as regras do jogo.

Os candidatos a presidente falaram em suas campanhas da necessidade de melhorar a educação no país, mas a única que pôs ênfase no problema do analfabetismo foi Marina Silva, do PV, que sofreu o problema.

Nascida em uma família humilde em Breu Velho, uma remota cidade do estado do Acre na fronteira com Peru e Bolívia, Marina só aprendeu a ler e escrever aos 16 anos de idade.

Fonte: Folha de PE

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