sexta-feira, 16 de julho de 2010

Piratear pra quê?


Em pouco tempo você não precisará mais pagar caro para usar programas de escritório (como Word, Excel e PowerPoint), de arquitetura (como AutoCad) ou de tratamento de imagens (como o Photoshop), além de dezenas de outros, em seu computador. Especialistas em informática advertem que a tendência é que estas ferramentas fiquem cada vez mais baratas, podendo em muitos casos sair até de graça.
Parece um sonho? Pois saiba que isso já é realidade para muita gente que trocou o software proprietário, como são chamadas as opções pagas, por soluções de software livre ou de cloud computing (a famosa computação nas nuvens).

Estas duas vertentes de desenvolvimento permitem que qualquer pessoa do mundo possa usar e abusar de programas para os mais variados fins. No caso do cloud computing, entretanto, os serviços podem até ser cobrados, mas custam pouco e ainda são atualizados constantemente - o que é bem melhor do que comprar um Word ou Windows, que fica atrasado a cada dois anos.É por isso que tanto o software livre quanto o cloud computing são consideradas alternativas para quem não quer cair na lábia dos programas piratas, que atrapalham o mercado e aumentam os riscos dos usuários.

Foi pensando em todas estas vantagens que o músico pernambucano Júnior Areia, baixista da banda Mundo Livre S/A, trocou de vez os programas pagos para criar as suas músicas por versões livres. "Eu comecei a usar as ferramentas como um desafio, pois achava intrigante que pessoas em diversos locais do mundo se reunissem, normalmente pela internet, para criar softwares comum a todos. Mas depois comecei a ver a filosofia por trás destas soluções, que além de gratuitas, travavam menos, ofereciam mais segurança e ainda combatiam os altos preços, e passei a usar ainda mais", conta ele, defensor do Linux há cerca de oito anos.

A verdade é que pouca gente sabe, mas existe um ou mais softwares livres para praticamente qualquer programa pago. De simples editores de textos e planilhas (como o BROffice, que substitui o Office, da Microsoft) até complexos sistemas operacionais (como o Ubuntu, concorrente do Windows). Melhor: a grande maioria destas soluções pode ser baixada pela internet de qualquer lugar, em qualquer computador e usada sem limites. "Não vejo sentido você pagar por algo que tem disponível de graça, principalmente no Brasil, onde o consumidor não tem muito dinheiro para gastar com tecnologia. É claro que existem soluções mais complexas que nunca serão livres, mas a maioria das pessoas não usa estas ferramentas complicadas e pode optar pelos gratuitos", explica o gerente de novas tecnologias da IBM Brasil, Cezar Taurion.

Entenda - Software livre diz respeito a qualquer programa que tenha código aberto e que, consequentemente, pode ser modificado ou customizado por qualquer pessoa ou empresa. Este tipo de desenvolvimento começou a ser feito para concorrer diretamente com os softwares pagos, que ficavam sempre mais caros. Contudo, com a popularização da internet e com a entrada de gigantes, como o Google, ocorreu aos poucos uma mudança de postura tanto dos usuários, que passaram a usar mais estas soluções, como dos próprios desenvolvedores, que começaram a ver este como uma nova possibilidade de mercado. "Estamos falando aqui de uma inteligência coletiva, com milhares ou milhões de profissionais em prol de um produto gratuito e que pode ser usado por qualquer um", diz o diretor da Fuctura Informática, Diógenes Souza Leão, que incentiva o uso e promove diversos treinamentos do sistema operacional Ubuntu.

Fonte: Diario de PE

1 Comentário:

Silvana Marmo disse...

Olá amigo,
Acredito que nosso país é recordista de pirataria devido ao grande numero de impostos que pagamos para cada coisa que adquirimos, tem até imposto sobre imposto. Com isto tudo se torna muito caro e o nivel de salarios não consegue comprar um original. Em qualquer país é possivel comprar um software original, mas como pagar R$1.000,00 pelo windows, por exemplo.
Meu carinho

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