segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Malba Tahan


A matemática é sem dúvidas uma das ciências mais fascinantes de toda a história da humanidade. É comum ouvirmos falar em diferentes correntes de ensino usadas por professores, estudiosos e admiradores dessa arte. Mas, enquanto disciplina obrigatória nos currículos escolares, o ensino da matemática adota metodologias que tornam a matéria antipatizada por parte expressiva das crianças.

O ex-presidente Lula, em seus oito anos de governo, desenvolveu atividades e programas para dar mais oportunidades de crescimento intelectual e profissional a crianças, jovens e adultos brasileiros. Apesar de existir muito antes do governo Lula, a Olimpíada Brasileira de Matemática teve muita repercussão e visibilidade durante os últimos anos, especialmente na gestão de Eduardo Campos no Ministério de Ciência e Tecnologia.

Quando penso nisso, vejo que é de extrema importância trazer à tona a iniciativa e homenagear obras e projetos que visem a construção de um melhor raciocínio lógico, através de um nome inovador na pedagogia: Malba Tahan, um precursor da arte de tornar a matemática algo mais prazeroso no lúdico universo infantil. Ele, eterno incentivador do imaginário infantil, muitas vezes ignorado pelas escolas convencionais, escreveu diversos livros didáticos primorosos que servem tanto para estudantes quanto para professores.

Suas obras tratam de temas como o desenvolvimento da capacidade de pensar diante de situações cotidianas num contexto de multidisciplinaridade, pois como afirmou o próprio Tahan “é preciso, ainda, não esquecer que a Matemática, além do objetivo de resolver problemas, calcular áreas e medir volumes, tem finalidades muito mais elevadas. É um dos caminhos mais seguros por onde podemos levar o homem a sentir o poder do pensamento, a mágica do espírito.”

Tahan, enquanto professor, ensinou matemática a crianças e jovens de diferentes idades de uma maneira única, pois tornava, ao seu modo, coisas que antes pareciam difíceis em coisas simples, fáceis e claras. Como escritor passava, através das letras, toda sua técnica de ensino e idéias.

Malba Tahan, que na realidade se chamava Júlio César de Melo e Sousa, faz uma grande falta a todos os alunos e professores não apenas do Brasil, mas de todo mundo. A obra mais fascinante desse homem foi “O Homem que Calculava” - reunião de problemáticas implícitas em aventuras de um matemático persa. A ficção e a ciência dos números tornaram-se escopo para uma das expressivas fontes da arte de ensinar.

Certa vez, o não menos admirável Monteiro Lobato classificou o livro como uma obra que “ficará a salvo das vassouradas do Tempo como a melhor expressão do binômio ‘ciência-imaginação’.” É com o objetivo de relembrar esse carioca falecido no Recife em 1974, que a Festa Literária Internacional de Pernambuco - FLIPORTO o escolheu como homenageado de um dos espaços de maior importância do evento. Iremos realizar uma olimpíada de leitura em homenagem à obra de Malba Tahan, homenageado da nossa Fliporto Criança 2011.

Antônio Campos

Fonte: Folha de PE

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