terça-feira, 2 de junho de 2009

Descaso com as pratinhas


O escritor Fernando Sabino costumava contar que sempre achava dinheiro na rua. Não apenas no Brasil, como também em viagens ao exterior. O que para Sabino era sinal de sorte, mostra um certo descuido com as moedas. Mesmo sendo uma prática menos comum nos demais países, isso acontece devido ao valor individual delas. É o que diz o chefe do meio circulante do Banco Central, João Sidney.

Ele explica que o número de moedas em circulação no Brasil é suficiente para atender à população e o que pode acontecer é uma necessidade sazonal. Um caso recente foi o reajuste da aposta da Mega-Sena, de R$ 1,50 para 1,75. "Logo que aumentou, houve reclamações sobre a falta de moedas de R$ 0,25. Mas o BC está atento e não deixa faltar".

Atualmente, 14,5 bilhões de moedas estão em circulação no país, o equivalente a R$ 2,9 bilhões - uma média de 75 moedas por habitante. O problema é que o BC considera que a metade delas, ou seja, 7 bilhões (R$ 1,5 bilhão), esteja parada (dentro de cofrinhos, gavetas ou perdidas). Para fazer umamoeda de R$ 0,01, o Banco Central gasta R$ 0,09. A moeda de R$ 0,10 custa R$ 0,16. Este ano serão produzidas 2 bilhões de moedas, ao custo de R$ 400 milhões.


"Uma parte será feita devido ao crescimento do país, mas um grande número será para repor as que não estão em circulação. Seria bom que o brasileiro fizesse 'o dia da moedinha', pelo menos uma vez por semana, para colocar em circulação este dinheiro. Se em vez de num cofrinho, elas estivessem numa poupança, o dinheiro renderia e não haveria reclamação sobre falta de moedas", sugere João Sidney.


Fonte: Diario de PE

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