quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quando o notebook quebra


O computador está se tornando algo tão pessoal como uma escova de dentes - cada um quer ter o seu. Tanto é que notebooks e netbooks devem dominar o mercado em 2011, sendo mais vendidos do que os computadores de mesa, segundo previsões da consultoria IDC. Mas a liberdade de levar a máquina de um lado para o outro não traz só alegria: muitas quebram, vítimas, segundo especialistas, da falta de cuidado dos seus donos. Felizmente, hoje, laptop quebrado não é mais sinônimo de lixo. Geralmente, um conserto é possível. Em alguns casos, é melhor comprar um novo e, em outros, vale a pena investir no reparo, sim.


Notebook ainda era artigo incomum quando a procuradora federal Inez Gomes, 52 anos, comprou o Toshiba dela, há cinco anos, por cerca de R$ 3 mil. Um belo dia após dois anos de uso, o portátil simplesmente parou de ligar. “Eu levei para uma assistência técnica e o cara cobrou R$ 600 pelo conserto. Depois, fui em outro lugar e me cobraram um terço desse valor para repor uma peça danificada”, conta Inez, que ficou satisfeita com o serviço por quase dois anos, quando surgiu outro problema.

“A tela começou a ficar cheia de listras, não dava para ver nada direito”, reclama a procuradora, que dessa vez precisou desembolsar mais R$ 150 para a troca do monitor LCD do computador. O reparo, no entanto, não foi recompensado porque alguns meses depois ela passou a usar o computador emprestado do trabalho e abandonou o antigo. “Ele está um pouco obsoleto, faltam recursos comuns hoje. Ele não tem entrada de DVD, só de disquete, e o monitor está frouxo, precisa ficar apoiado para não cair”, lamenta Inez, que confessa a dificuldade de se desfazer do notebook depois de todo o dinheiro gasto.

Mas há quem não hesite se a questão é evitar dores de cabeça, como a jornalista Alexandra Menezes, de 24 anos. Presenteada pelo pai, no começo de 2008, com um notebook Acer de 14 polegadas, ela decidiu se livrar da máquina ao perceber que ele não funcionava sem estar ligado na tomada. “Levei de volta para a loja onde o comprei e disseram que a bateria desse laptop não estava mais sendo vendida. Para ter outra, era preciso esperar o fornecedor comprar uma usada, coisa que custaria na faixa de R$ 1 mil”, detalha Alexandra.

A usuária acabou cedendo a máquina, que custou mais de R$ 2 mil, para as peças serem usadas pelo técnico da empresa do pai. “Comprei um Dell, no modelo Inspiron 1525 e agora estou satisfeita, não tive mais problema nenhum”, comemora a jornalista. Já o fonoaudiólogo Enock Pereira, de 62 anos, amargou o prejuízo da quebra da tela LCD, um dos principais motivos da chegada de portáteis na assistência técnica. Fazia um mês que o seu notebook CCE tinha saído da garantia.

“O conserto era cerca de R$ 600 e um novo era pouco mais de R$ 1 mil. Então não achei vantagem fazer o serviço. Passei um tempo usando o laptop ligado a um monitor grande, normal, de computador (dektop)”, lembra o fonoaudiólogo, que usa o computador para fazer pesquisas e trabalhos da pós-graduação. Enock pôde curtir de novo a mobilidade quando ganhou de presente da filha outro laptop, com mais recursos do que o anterior, como webcam. “Eu estava disposto a comprar, mas ficaram com pena de mim”, brinca.


Fonte: Folha de PE

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