terça-feira, 21 de abril de 2009

Herói nacional


A trajetória do herói nacional Joaquim José da Silva Xavier, cuja memória é hoje relembrada com um feriado nacional, tem alguns aspectos obscuros e pouco divulgados.

Filho de fazendeiros (português e uma brasileira) em terras próximas das vilas de São João del-Rei e São José do Rio das Mortes, em Minas Gerais, sendo o quarto de sete irmãos, fica órfão prematuramente aos 11 anos e desprovido de bens, dedicou-se à mineração, a práticas farmacêuticas, à profissão de mascate e de vendedor de alho, experiências que não lhe renderam sucesso.

Em 1781, nomeado comandante do destacamento dos "Dragões" na patrulha do "Caminho Novo", estrada por onde era escoada a produção da mineração da capitania para o Rio de Janeiro, afastou-se da condição militar por não sido promovido na carreira do posto de alferes - uma espécie de tenente dos tempos atuais.

É a partir de então que sucedem fatos pouco conhecidos da sua história. Nessa época residiu cerca de um ano no Rio de Janeiro, idealizando projetos não concretizados como o bondinho do Pão-de-Açúcar e a canalização dos Rios Andaraí e Maracanã, esta última com o objetivo de melhorar o abastecimento de água da cidade carioca.

O insucesso aumentou seu desejo de liberdade para o Brasil Colônia. Retornando a Minas, iniciou a pregação libertária em favor da independência daquela província, tendo como aliados parte do clero e da elite mineira, reforçado com os efeitos causados pela autonomia conquistada por colônias norte-americanas e o princípio da formação dos Estados Unidos.

O desfecho de suas ações, que hoje cultuamos, todos sabemos. De 538 arrobas (15 kg cada) de ouro cobradas como impostos atrasados (a “derrama”), segundo alegavam os que nos dominavam, até se tornar mártir da Inconfidência Mineira em 21 de abril de 1792, inocentando seus companheiros de conspiração, para ser executado por enforcamento. Relegado ao silêncio durante anos, os ideólogos positivistas responsáveis pela República souberam reabilitá-lo, buscando na sua figura a personificação da identidade republicana do Brasil, a exemplo de tantos outros mártires das nossas liberdades.

Fonte: Folha de PE

2 Comentários:

Romeu Isaac Casarotto disse...

Olá! Eu sou do NoLixo.blogspot e vim lhe informar que aceito a troca.
PS: Responde no mural!

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