domingo, 19 de abril de 2009

Internet e redes sociais comprometem a privacidade? Previna-se!


As redes sociais foram criadas para ajudar as pessoas a ampliarem seus laços de amizade. Mas até que ponto essas ferramentas comprometem a nossa privacidade?

No Brasil, o Orkut talvez tenha sido o primeiro portal social a ganhar dimensões massivas, e deu início à polêmica. O site exibe fotos de amigos, vídeos familiares, recados abertos e uma infinidade de outros conteúdos pessoais. No caso do Orkut, as funcionalidades de bloqueio ajudaram a frustrar visitantes indesejados.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?

A bola da vez são os sites de microblogging, e o Twitter é o principal representante. A partir do serviço, é possível seguir as postagens de outras pessoas, e literalmente saber o que elas “estão fazendo”. A ferramenta também é útil para receber dicas ou notícias de seu artista ou veículo de imprensa favoritos.

O excesso de informações pessoais postadas no Twitter, entretanto, pode ser perigoso ou causar situações constrangedoras, já que suas postagens podem estar sendo monitoradas por muitos desconhecidos. Um criminoso, por exemplo, pode usar a ferramenta para conhecer os seus hábitos diários.

VÍDEOS AO VIVO

Na mesma onda, começam a ganhar popularidade os sites de vídeos ao vivo, onde as pessoas podem, utilizando webcams, celulares ou câmeras digitais, fazer transmissões diretamente para a Internet. Do outro lado da rede, qualquer usuário assiste o “streaming” acessando o perfil da pessoa.

Serviços como esses podem ser usados, por exemplo, para transmissão de eventos ao vivo, mas o que as pessoas gostam mesmo é de aparecer para o mundo.

No site BlogTV, por exemplo, é comum encontrarmos pessoas tocando instrumentos musicais em seus quartos, digitando no computador ou simplesmente deitadas na cama com as pernas para o ar. É como se cada usuário do serviço tivesse o seu próprio canal de TV pessoal.

MAPAS VIRTUAIS, GPS E REDES SOCIAIS

Com o advento do GPS (Sistema de Posicionamento Global) e dos mapas virtuais, serviços sociais que têm como principal atrativo a localização dos usuários prometem ganhar corpo.

O Google Earth, simulador de globo terrestre baseado em imagens capturadas por satélites, também levantou muitas questões a respeito de privacidade, por exibir fotos geográficas do mundo inteiro.

O serviço nasceu como um software e, tempos depois, ganhou uma versão Web, mais fácil de ser manuseada e integrada ao Google Maps. Por ele, é possível avistar, por exemplo, coberturas de prédios, aeroportos, fábricas e também a sua casa!

O Google Maps e o Google Earth, aliados à tecnologia GPS, já permitem que pessoas sejam localizadas pelo celular, e deram frutos a um novo serviço do Google: o Latitude.

SORRIA, VOCÊ PODE ESTAR SENDO FILMADO

A nova carta na manga do Google, e talvez o mais polêmico entre os serviços, é o Street View, um recurso que apresenta vistas panorâmicas de 360° na horizontal e 290° na vertical e que permite que os internautas vejam trechos de algumas regiões do mundo ao nível do chão.

As fotos do Street View são tiradas por uma frota de veículos nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e na Austrália. Em ruas pequenas e áreas de pedestres, são utilizadas bicicletas com câmeras.

Em março deste ano, uma mulher iniciou o processo de divórcio depois que viu, por meio do Street View, o carro de seu marido parado em frente à casa de outra mulher, na Inglaterra.

O Google, porém, reafirma que as fotos foram tiradas em propriedades públicas. E por mais que alguns internautas reclamem, parece que a tendência veio para ficar.

Mario Cavalcanti

Fonte: Click21

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